Essas duas jovens resolveram pegar uma câmera e o pior que
elas ainda se divertem com a situação e ainda com doritos, como se
estivessem assistindo algo rsrsrsrrsrs
Tem gente dizendo
que esse vídeo é falso, que elas colocaram algum filme no pc e estão
fazendo isso. Acho que o vídeo verdade e essa mãe, sabendo que
tem as filhas em casa e fazendo Veja o vídeo e de sua
opinião.
Por 13 anos fui mãe de meninos e, embora tenha pensado sempre em
criá-los com uma visão positiva do mundo feminino, confiando nos
exemplos das mulheres da família (felizmente, todas independentes
profissionalmente e sempre buscando equilibrar isso com suas vidas
pessoais), só quando descobri que estava grávida de uma menina comecei a
pensar no quanto eu seria efetivamente um exemplo para outra mulher.
Veja também: 4 formas de criar filhas livres e felizes
Ser mãe de menina mudou muita coisa em mim e curiosamente fez com que
eu me deparasse com muitas questões sobre minha própria vida com as
quais eu nunca tinha lidado muito objetivamente.
Uso salto porque gosto ou para disfarçar meu 1,50 m? Faço as unhas
porque me agrada ou porque sinto como uma obrigação social? Quando eu
decidi que queria fazer faculdade e não ser dona de casa? Fui eu mesma
quem decidiu isso?
Percebi que a maioria das coisas que fazia no cotidiano não foram
exatamente escolhas minhas, mas impostas pela comunidade na qual eu
cresci e eu simplesmente aceitei e, no máximo, adaptei ao meu jeito.
Manu nasceu, cresceu e agora, perto dos 2 anos, já começa a
demonstrar seu jeito feminino - e também começa a imitar muito o meu
jeito.
E foi nesse momento que li o texto de Isis Lugo. Me senti imediatamente tocada e, como gosto de fazer, compartilhei com amigas que são também mães de meninas.
Sigo o blog dela - @mamaymaestra
- e sabia que, apesar do conteúdo ser praticamente universal, algumas
coisas poderiam ser adaptadas para nossa realidade brasileira.
Reuni alguns conselhos de amigas que são mães de meninas há muito mais tempo que eu:
-
É importante nos gostarmos como somos para ensinar nossas filhas a se gostarem também. Essa é uma lição que Viviane Pereira
conta que só aprendeu quando a filha Rafaela, hoje já universitária,
era moça e que foi com ela quem se motivou sobre esse tema (sobre o qual
reflexiona, como contei num outro texto meu aqui em Babble), quando começou a cuidar e a curtir os próprios cabelos naturalmente cacheados.
-
Ninguém nunca pode dizer a elas o que podem ou devem fazer e o que não
podem ou devem, ensinar quem manda em seu corpo e seu destino. Camilla Werner Koeppl,
mãe de Eloah e Isabella, foi enfática nesse ponto sobre o que ensina às
filhas, de 5 e 7 anos, reforçando que devemos ouvir conselhos de quem
gosta da gente, mas que a decisão está em nossas mãos - e, por isso, ao
decidir, teremos que arcar com as consequências.
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Devemos ouvir e permitir que escolham, claro, dentro do que é possível permitir. Nivia Gonçalves, mãe de Luiza, 6 anos, psicóloga que colabora comigo no Mãe Com Filhos,
contou que tem feito isso e dado muito certo em coisas como “deixar ela
escolher o corte de cabelo e perceber que a autoestima foi lá em cima
(minha mãe nunca me deixou decidir isso, por exemplo)”. Isso me lembrou
que meu pai nunca me deixou cortar o cabelo e, quando fiz 18 anos, eu
o cortei e fiz permantente! (risos).
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Estar pronta para as mudanças das fases de vida, sem medo delas. Quem
não passou pela estranheza com o próprio corpo nas mudanças do final da
adolescência (quando curvas e peitos se acentuam) ou no
pós-parto, quando quase 100% das mulheres mudam em definitivo de corpo?
Eu passei e, embora não tenha sido ruim finalmente usar roupas de
tamanho adulto (eu usava 36 ou tamanho 16 antes, agora fico feliz por
comprar roupas manequim 38), foi estranho me ver outra mulher. É valioso
ficar sempre muito atenta para não deixar que essa estranheza da gente
não influencie nossas meninas. Como me disse Nívia, “não é um caminho
fácil, mas eu acredito que se o coração está em paz, o resto fica
pequeno”.
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Vamos manter o foco em viver vidas saudáveis e ativas, deixar nosso
peso de lado e abandonar nosso ódio ao corpo no passado, que é onde ele
merece ficar. Esse conselho é da blogueira australiana Kasey Edwards,
publicado no Daily Life com o título Quando sua mãe diz que (ela) é gorda.
Reitero com um olhar para os valores que passamos com nossas
preocupações cotidianas. Quando insistimos em dietas, prática de
atividade física, mudanças no cotidiano, que elas sejam com foco na
saúde, na felicidade e na alegria, e não no desprezo, infelicidade e
desejo de mudança para agradar a sociedade.
O resumo: não é fácil por em prática tudo isso. Enquanto você diz que
sua filha pode fazer tudo o que deseja, tudo o que se propõe, muita
gente fala que ela não pode fazer isso ou aquilo por ser mulher.
Você cria uma filha ensinando que ela é dona do próprio corpo e só
ela tem direito sobre ele, mas ao mesmo tempo a aconselha a se preservar
porque teme pelo seu bem-estar físico e psicológico. Não é fácil!
Agora quero saber dos seus conselhos. Comente no post ou escreva em seu blog, Instagram, Facebook e depois deixe o link aqui!